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Reflexão do evangelho Mateus 5, 21-37 (Podcast 16/02/2020)

6° Domingo depois da Epifania (Ano A).

Quando Jesus começou esses ensinamentos, dizendo: “Você ouviu o que foi dito aos antigos”, ele está nos convidando a considerar nossas certezas em relação às nossas crenças e práticas (sociais e religiosas). Além disso, no tempo da Epifania, como Igreja nos preparamos para o início da Quaresma, este preâmbulo de Jesus, o Sermão da Montanha, é um convite para avaliar e até questionar o que pensamos aquilo que temos como certezas. Este é um dos trechos nos evangelhos que questionam o argumento de que "porque a Bíblia diz isso".

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Ao olharmos com carinho sobre as coisas essenciais que compõem o reino dos céus, Jesus primeiro identifica aqueles que são protagonistas da obra do reino e depois explica que as pessoas reunidas para ouvir seu sermão seriam a partir daquele momento participantes e atores da obra desse reino. No versículo 21, Jesus começa o que parece ser uma série de perguntas às expectativas que seu público (e de Mateus) tinha sobre eventos comuns nesse contexto (e talvez o nosso) - raiva, luxúria, divórcio e perjúrio.

Esta parte deve ser visualizada em sua totalidade. Jesus não procura dar respostas rápidas ou fáceis. Parece que ele quer evitar clichês com intenção. Este é sempre um desafio para nossa comunidade de fé hoje também. E seria interessante contrastar o cuidado com as aparentes normas sociais (culturais e religiosas) com o chamado de Jesus a uma vida ética baseada em relacionamentos intencionais e sinceros, e não naquilo que se diz por aí que é certo ou errado. Jesus parece apresentá-lo com simplicidade, embora certamente não com simplicismos. O problema não é apenas que não precisamos matar; Isso estamos careca de saber. O problema é que brigar com o próximo afeta adversamente até a essência do nosso culto a Deus, lembremos que a própria comunidade passou ser o Templo e o Altar de Deus (1Cor 3,16) . A questão do adultério é muito mais complexa do que meras ações físicas; É uma questão de corpo, sentimentos e autocontrole. A questão do divórcio no passado e hoje é muito complicada e, em algumas ocasiões, o que está em questão é muito mais do que jogos de poder, expectativas de papéis de gênero e pressões religiosas. Quanto ao assunto de juramentos (antes de boca, e hoje se exige 20 assinaturas de reconhecimento em cartório em 10 documentos para se ter valor), Jesus parece se perguntar qual é a necessidade deles. Se vivermos uma vida ética e relacional, dizer sim por si só e não por não deve ser suficiente. Não é verdade?

Aqui é válido pensar em nossa imensa região amazônica, cujo os povos indígenas e suas populações tradicionais se encontram ameaçados pela falta de palavra e compromisso do atual governo brasileiro em cuidar de nossa grande Casa Comum em favor da ânsia de lucro de grandes empresas de mineração que querem depredar com a floresta. Lembremos que muitos de nossos irmãos em Cristo já deram suas vidas, de modo muito especial esta semana fazemos memória dos 15 anos de martírio de Dorothy Stang, missionária norte americana assassinada por manter seu sim em favor da nossa Amazônia. Hoje somos contagiados com a força de seu testemunho cristão a mantermos nosso sim corajoso como resistência em amazonizar a Igreja de Cristo e o mundo num olhar que verse pelo bem viver e pela sustentabilidade.

Por fim que outros regulamentos, expectativas e até clichês sociais, políticos e religiosos existem em nossas comunidades que exigem um desafio do ético e relacional? Na preparação para o tempo da Quaresma, que aspectos de nossa vida comunitária requerem uma autoanálise que é influenciada pelos fundamentos do reino que Jesus nos trouxe? Como anda nosso sim como comunidade de fé em relação a defesa de nossa região amazônica? Bem, para responder a essas perguntas, sugiro que você examine a lição do evangelho exposto e comece a dar seu sim.

Reflexão e Voz: Iuri Lima - Comunidade Anglicana de Manaus.

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