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O Episcopado e a expectativa de nossa jovem Diocese

A palavra “episcopado” significa pastorado, de modo que as palavras gregas “epíscopo”, “poimen” e presbítero são de significados idênticos: bispo, pastor, presbítero ou ancião.
Na primeira carta de Paulo a Timóteo encontra-se uma orientação para as pessoas cristãs que almejam o episcopado: “Fiel é esta palavra: se alguém aspira ao episcopado, boa obra deseja” (1ª Timóteo 3:1).

O ministério episcopal é o terceiro grau do Sacramento da Ordem. O primeiro é o Diaconato, depois o Presbiterado e o Episcopado; o primeiro é indelével aos dois últimos, ou seja, o presbítero e o epíscopo não deixam de exercer o diaconato; os dois primeiros é uma escolha pessoal de quem, sentindo-se chamada por Deus para o sacerdócio ministerial como Reverenda e Reverendo, se coloca no processo de aprofundamento espiritual, formação intelectual e serviço à comunidade (pastoral); o Episcopado é uma escolha de Deus através da “proclamação da Igreja” (por meio de eleição); o exercício deste ministério caracteriza que “a pessoa é serva dos servos”; é, a pessoa epíscopa, “símbolo de unidade da Igreja”, é uma liderança que assume sobre si as responsabilidades de governar com espírito de amor e fé uma Diocese.

As Igrejas que herdaram a sucessão apostólica são: Igreja Ortodoxa (em diferentes patriarcados no oriente e também no ocidente), ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) e a Comunhão Anglicana (Igreja Episcopal Anglicana nas mais variadas Províncias espalhadas pelo mundo). Sucedem aos Apóstolos e Apóstolas de Cristo no governo eclesiástico denominadas de Dioceses que são parcelas de comunidades formadas por células (Paróquias) governadas pelas pessoas diaconisas e presbíteras, assim como, pelas variadas atividades ministeriais. O axioma de Santo Inácio de Antioquía (Século II) diz que “Onde está o Bispo, aí está a comunidade dos fiéis, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja”; isto nos faz compreender que a missão do Episcopado significa construir e manter a unidade eclesial e essa característica é absorvida pela congregação ao afirmar que o Pastor (a) é o/a Bispo/a, tendo como modelo o próprio Jesus Cristo, o verdadeiro Pastor.

Nossa Diocese em breve estará elegendo, por meio da delegação de leigas e leigos e da delegação de presbíteros – no Concílio Extraordinário – a pessoa que assumirá o Episcopado; ficará esta pessoa como Bispa ou Bispo Coadjutor (a) de Dom Saulo – nosso primeiro Epíscopo – até a sua resignação, quando, pois, uma das duas assumirá o pastoreio da Diocese Anglicana da Amazônia.

Tivemos o privilégio de ter entre nós as duas pessoas que foram escolhidas pelas comunidades e acolhidas como candidatas pelo Grupo de Trabalho – GT formado no Concílio Ordinário deste ano. Agradecemos ao Revdmº Deão Silvio de Freitas (Deão da Catedral do Mediador – Diocese Sul Ocidental – Santa Maria – RS) e à Revda. Cônega Marinez Bassotto (Pároca de duas Comunidades em Cachoeirinha e Glorinha – RS na Diocese Meridional – Porto Alegre - RS) que disseram Sim a este chamado. Ficaram conosco cada um por uns dias “bebendo” de nossa cultura, de nosso jeito de viver a fé cristã, experimentaram nossos sabores e olharam de forma breve os desafios da tão nova e pequena Diocese Anglicana da Amazônia. Só nos resta agradecer a Deus a resposta que ambos deram ao convite de participar da Eleição Episcopal; cremos que foram pessoas escolhidas pela Ruah Divina para o serviço do Reino de Deus em terras amazônidas.

Que no dia 21 de outubro nossas orações sejam intensificadas para que o Espírito Santo de Deus escolha, por meio das delegações, a pessoa que assumirá o Episcopado na tão jovem diocese da Amazônia.


Revdo. Claudio Corrêa de Miranda
Deão da Catedral Anglicana de S. Maria

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